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Espátula - humor


Domingo, Janeiro 30, 2005

Confuso...

Não, eu não quero passar sermão.
Você sabe se tem saída por ali?
Amanhã é 23.
Não tenho o telefone dela.
Quem sabe se eu voltar amanhã?
Já é tarde, coma alguma coisa.
Que horas são?
Acordei sem ânimo.
Qual é a causa da morte?
Gosto disso sem manteiga.
Sorvete de flocos é coisa de velho?
Pendure ali.
Não uso roupas de frio num país tropical.
Converso com as vítimas do tsunami.
Tem certeza?
Não acredito em cálculos.
O que você acabou de dizer?
Tenho devoção por livros de culinária.
Isso faz algum sentido pra você?
Não sei se isso vai encaixar.
O que avista ali em cima?
Duas horas e nada desse ônibus.
Ervilhas? Pra quê?
Não vou à aula hoje.
Tem alguma idéia para o carnaval?
Sonhando acordado...


Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

Dormir é a melhor decisão... (republicado)

"Por que não voltou a dormir quando podia????"
Acordei atrasado!
"Maldito despertador. Pra que diabos eu programo você?"
(...)
Bom dia!
"Só se for pra você que é um inútil de uma figa!
?!?!?!
(...)
"Quantas horas, por favor?"
As mesmas de ontem.
"Ah, claro..."
(...)
Passa a mochila!
"Libera os cadernos. Eu apenas..."
Cala essa boca!
"Adeus, mochila! e cadernos..."
(...)
Eis as provas corrigidas...
"Como assim 12 em 50???"
Comemore. Se eu não for com a sua cara, tira 5!
(...)
"Por favor, eu queria..."
Pssssss... estamos vendo o jogo...
"!!!"
(...)
Bom dia, chefe.
"Está despedido!"
Então é isso? Depois de meses e hora extra é
adeus e boa sorte?

"E quem foi que disse boa sorte?"
(...)
Despertador... será que pode desconsiderar tudo
o que eu lhe disse?? Você tentou me ajudar...




*publicado originalmente em 08/5/2004


Quarta-feira, Janeiro 26, 2005

O telefone toca...

(...)
- Alô?
- Escute bem o que vou dizer, Rico.
- Hã? Quem é?
- Quieto, você não tem direito de dizer nada.
- Hein? Alô?
- Você não tem mais direito de falar, nem de se
manifestar. Você vai me ouvir, como eu quero, mas não
vai falar nada. Entendeu?

- Quê isso?? Quem é você? Errou de número?
- Não errei, Rico. E cale essa boca. Eu estou confusa e
acho que você está sempre errado. Eu estou certa, mas você
me decepcionou.

- Er... Alice?
- Shhhhh....
- !!!
- Comece a agir da maneira que eu quero para o seu bem,
ou vou ficar com raiva de você.

- Meu Deus do céu, que droga você tomou?
- Seu grosso, insensível, mau ouvinte...
- Pqp, que é isso, Alice? Você tem idéia de que horas são?
- Eu não vou mais falar nada para você.
- Falar o quê? O que você quer comigo às 3h45???
- Deixa pra lá. Você não me entende, não é?
- Posso ser sincero?
- Shhh... nada de falar.
- Ah, vai à...
- Shhhh...
- Meu Deus, é louca!
- Você está excluído da minha lista preferencial.
- E você da minha lista de chamadas...
O quêêê??? Como se atreve???
- ...
- Rico? Rico???!
- tu tu tu tu
(...)


Domingo, Janeiro 23, 2005

Dia do caos?

Contrariando toda a massa "internetal", eis que o MSN está
enfrentando (ou pelo menos parece enfrentar) problemas nos
seus servidores. Nesse singelo domingo de janeiro, poucos
estão conseguindo conectar, muitos conseguem e logo caem,
sem contar nos que estão on-line mas conversam com amigos
off-line.
Uma loucura total.
Nessas horas, lembro dos críticos do ICQ. "Esse icq um dia vai
fazer PUFF!". E lá está o ICQ salvando a vida dos que não abrem
mão dos comunicadores instantâneos.
É, MSN...
"O jogo só acaba quando ele termina"...


Quinta-feira, Janeiro 20, 2005

Habitual e rotineiro...

(...)

- Sempre gostei de computadores...
- E por que não trabalha com eles?
- Porque aí vão se tornar chatos, ora.
- Mas o legal não é trabalhar com algo que
você gosta, para que isso seja menos doloroso?

- Não! Trabalhar com o que você gosta vai acabar
com o que você gosta e aumentar a lista de atividades
estressantes e desprezíveis...
- Nossa, nunca pensei assim. Aliás, não vou pensar
assim, você está errado!

- "Cada ponto de vista é a vista de um ponto"...
- Mas eu acho que...
- ... eu não disse que queria ouvir o seu...
- ... nossa, que grosso! Eu ouvi o seu!
- Porque quis!!!
- Ah, que droga. Odeio conversar com você.
- Viu só?
- O que é agora??
- Há alguns dias você disse que adorava falar comigo.
- E adorava mesmo!
- E o que você fez?
- Hã??
- Você passou a falar comigo todo dia, como parte do seu
dia e transformou isso numa atividade rotineira. Com isso,
qualquer coisa é motivo para estresse.
- Aonde quer chegar?
- Que o trabalho e a conversa rotineira que temos são
comuns no aspecto de detonar o prazer de fazer algo!
- Você tem certeza??
- Tenho, inclusive eu...
-... não quero ouvir!
- ...

(...)


Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

Da janela...


obs:Imagem de Ron Kern, retirada do site http://home.indy.net/~rkern/,
a partir de uma busca no Google
.

(...)
Abriu a janela e viu aquela árvore. Quase caindo,
sem frutos, pálida, repulsiva e envergonhada. Nada
mais que os sinais de uma morte que chega. Lembrou
de filmes que insistem em dizer que há beleza demais
no mundo, até mesmo na morte. Mas jamais se conformou
com essa postura relapsa dos idealizadores do filme
que deixaram de lado a crueldade, a dor da perda e a
força desagradável de algo sem vivacidade.
Atirou uma pedra para tentar acordar aquele velho
tronco... Ao contrário de atentar para a sua salvação,
a velha árvore se entregou à desculpa que faltava e
compartilhou com o jovem a responsabilidade por sua
queda definitiva. Assustado, o jovem olhou para os
lados, com medo de uma bronca. Correu dali. Deixou
a janela aberta. No quarto, chorava. Só lágrimas.
De lá, escutava os pássaros. O canto das aves deixou
tranqüilo o jovem. Ficou feliz com a manifestação da
natureza, o canto acolhedor dos pássaros fez com que
ele ficasse mais calmo.
Mas não havia nada de relaxante naquele sonoro esforço
de pássaros aglomerados. Aquela era uma sinfonia, mas
tampouco sons para acalmar o assustado garoto. Eram as
vozes do bosque, representadas pelas aves da região.
Os pios afinados, suspirantes e esforçados anunciavam
a partida do velho tronco, velho amigo e protetor de
todas elas. Lamentavam a queda, a partida de alguém tão
próximo. Dali voaram. Com vida, pensando na morte.
O vôo não é tranqüilo, assim como também não é o sonho
do jovem. Cada qual à sua maneira, garoto e pássaros
pensam no velho tronco, na morte, na vida, na morte,
na angústia,na dor da perda. Muito mais no drama de
deixar ou não de existir. Será? Os pássaros chegam ao sul.
O garoto acorda. Coração disparado. Foi um pesadelo.
Corre em busca de um copo revigorante de água.
A angústia cessa, a razão deixa de atormentar.
A sede de respostas dá uma trégua. Volta, momentaneamente,
ao silêncio. Da janela, vê esquilos na árvore.
O mundo não pára por ninguém...
(...)


Sábado, Janeiro 15, 2005

Sem depender...

Já me disseram para desistir.
Aquela tosca expressão "desencana", que me lembra logo cana
de açúcar, retumba na minha cabeça, com a lição de moral, é claro,
que tenta explicar "que cana de açúcar o quê, rapá, é pra você sair
dessa prisão em que você se resguardou".
Em vão...
As pessoas são mestres em querer direcionar e trilhar os caminhos
dos outros, acham que tudo que é visto de fora é mais fácil de se
perceber. Mas ver de fora é também não agir e se entregar às falaciosas
expressões de falsa coragem e falsa convicção de que tudo pode
dar certo...
Falamos pelos cotovelos, essa é a verdade...
Heróis nos sentimos quando alguém agradece por um conselho...
Conselhos não podem orientar ninguém, apenas alertar para
pontos de vista...
Mas nos prendemos às opiniões alheias...
Deixamos de experimentar, de imediato, as sensações de nossas
próprias decisões e pensamentos para dar crédito aos chutes e
"achismos" dos outros...
Não me admira que diversas situações sejam embaraçosas e que
o mundo esteja cheio de encontros e desencontros...
A vida não é um filme, não é uma brincadeira...
A vida é um palco... um palco sem roteiro, sem script, sem cenário,
sem falas e textos decorados... suas decisões são imediatas...
Comece a tomá-las por você e por sua experiência...
Só assim a história pode chegar ao fim...


Terça-feira, Janeiro 11, 2005

Falácias...

(...)

- Eu não entendo, Val. Aqui diz que é para seguir
sem parar até uma avenida movimentada...
- Não deve ser difícil, Du. Se colocaram isso aí é
porque só deve existir essa avenida movimentada mesmo.

- Rs...
- rs...
- E se fôssemos para outro lugar, hein?
- Seria bom, né?
- Né!
- ... Alá uma avenida!
- pff... odeio quando você faz isso...
- O quêê??
- Concorda sem prestar atenção.
- Eu não fiz isso, ora. Quando fiz isso???
- Tá vendo? Nem lembra do que falou!
- Du, sinceramente, não sei do que você está falando.
- Ora, você cortou a minha idéia de ir para outro lugar
mostrando uma avenida, fazendo referência ao mapa.
- Amor, eu apontei a avenida que nos leva para outro
lugar, longe daqui. Esqueceu que chegamos por ali?

- Er... eu...
- Ok, esqueça. Vamos para a festa.
- Você já desistiu de ir para outro lugar, hein?
- Não, quem não queria, desde o início, era você...
Também odeio quando você faz isso...

- Hein?
- Olho na estrada...

(...)


Quinta-feira, Janeiro 06, 2005

Oito horas...

Andava sem pensar no horário de volta.
Pensava no seu destino. Olhos fixos no percurso, não teve
sequer a idéia de que poderia ser tarde demais.
Atravessou pontes e túneis, guiou por estradas desgovernadas,
caminhos que aguardam a boa vontade de uma proposta de
reeleição. Aborreceu-se - automaticamente - com o guarda que
o advertiu por parar em cima da faixa de pedestres, mas não
se dava mesmo conta de que não estava atento a nada.
Pela janela do carro a brisa tentava descobrir o que houve,
o diálogo dos sopros, os pêlos imperceptíveis do rosto tentando
esboçar uma reação de arrepio. Em vão...
Se há coisas que só se podem perceber com o coração,
há as demais que o cérebro pode - e muito - ajudar a omitir.
A última curva estava à sua frente. Não precisava mais
pensar em resolver o problema. O problema já estava ali,
diante dos olhos, diante da realidade. E veio à cabeça um turbilhão
de lembranças, emoções de viagem e o arrepio de um vento
que, tantas vezes, da janela, tentou despertá-lo.
A 10 passos da conversa inevitável, voltou para o carro e
desistiu da solução iminente. Após oito horas de viagem, tem em
mente o filho. Ficou de lhe ensinar alguns jogos. O velocímetro
agora não pressiona, flui. Leve e com segurança, aliviado com a
idéia de um destino rotineiro. A rotina vence as situações inusitadas?
As emoções vencem a idéia fixa? O carro oferece o prazer e o
conforto de uma rotina inabalável. A garagem se abre. Está de volta,
sem se expor, sem dizer a que veio. Simplesmente cumpre o papel.
E ama o filho como ninguém...


Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

Dica...

Arrisquem-se.
Vale a pena...
=)


Domingo, Janeiro 02, 2005

Pronto, 2005 tá aí...

Como é que se começa um ano, hein?
Quer dizer, você vai pra uma festa de
virada de ano, se diverte, deseja um
ótimo ano a todos e pensa nas coisas
boas que aconteceram no último ano,
pensa em triplicá-las, quintuplicá-las,
enfim, quer que tudo seja melhor.
Mas o que se diz logo a seguir?
Não é cedo pra dizer algo?
Pois eu digo que não.
E as coisas já estão acontecendo.
Que a sua vida não comece cochilando em
2005 é tudo o que desejo!
E que, no carnaval, todos já tenham
ótimas histórias pra contar!! :D


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