O novo CD do Green Day foi lançado, nos EUA,
no último dia 21. Desde 2000, a banda não lançava
mais nada senão CDs com sucessos dos últimos álbuns
e com faixas adicionais de dar pena.
Desta vez, o trabalho parece ser mais pretensioso.
Há críticos de música falando em "opera rock".
Eu, sinceramente, acho que isso já é um argumento de rótulo
para tentar esboçar alguma novidade. Eu gosto da banda,
mas, nesse tempo todo, não vi evolução a ponto de conseguir
desviar o estilo. E, a meu ver, essa coisa de "opera rock" é
uma maneira comercial de dizer que as músicas, ao contrário
de terem 2, 3 minutos, como em álbuns anteriores, atingem 4,
5 nesse novo trabalho.
Mas... enfim... eu estou ansioso e indiferente - ao mesmo tempo - para ver.
Eu gosto de Green Day mesmo. Nunca escondi isso de ninguém.
Mas que essa coisa de "opera rock" parece balela, ah parece!
=P
(...)
- Eu gosto dela, caramba.
- Eu sei disso! Quem não sabe é ela! - Ela não pode saber!!!
- E por que não? - Não seria correto!
- E seria correto omitir? - Er... Não seria correto ainda.
- E depende de quê?? - De... bom... eu sei é que depende.
- Não acha que está supervalorizando tudo isso? - Como assim?
- Vai lá e fala, ora. O que você tem a perder? - Confiança?
- Vai perder a confiança em você se você
mostrar que é sincero? - É...
- Isso é bobagem sua... - Tudo o que sei é que é uma possibilidade...
- Tudo o que sei é que se você não falar, você estará
traindo a SUA confiança... - E o direito de silêncio??
- E o direito à informação?? - Ora, vá pro inferno...
- E você vá lá falar com ela... (...)
Reformas são sempre bem-vindas...
Mas tomara que surtam algum efeito...
E as apostas? Patrocinador ou serviço cobrado?
Ou n.d.a.?
As especulações correm soltas...
=)
E se a criança estivesse aqui hoje?
Como seria? Será que eu diria alguma coisa útil?
E se eu dissesse alguma besteira?
E se eu não fizesse algo que fosse de suma
importância e que acabasse atrapalhando?
E se eu ficasse um tanto nervoso?
E se eu esquecesse de algum compromisso?
E se eu não acordasse quando ela precisasse de mim?
E se eu contasse uma história errada?
(...)
Quando as coisas passam das hipóteses à realidade,
mas também acabam de deixar a realidade para voltarem
ao plano das idéias, o que resta é a saudade de uma
possibilidade... E o que retumba no inconsciente são
os deslizes que, por alguma razão, podem justificar e
explicar o motivo pelo qual algo deixa de acontecer,
alguém deixa de existir...
E se eu pensasse de outra forma?
É possível... mas vamos dar um tempo com essa coisa
de realidade... Depois volto a pensar nisso...
Desde já, saudade, brother!
Argumentos existem, claro.
E orientam nossas decisões.
Mas não nos esqueçamos, jamais, que cada
decisão é orientada pelo nosso ponto de vista.
E, como já diria Leonardo Boff,
"cada ponto de vista é a vista de um ponto".
Portanto, não achem que argumentos são finitos
e verdades universais.
Ninguém precisa pensar igual, afinal, é como uma
xícara e um copo. A xícara sempre vai se orientar
com base em suas experiências e, o copo, de acordo
com o que viveu, o que gosta e o que faz.
E, nem por isso, ambos deixam de existir,
de funcionar e de ser importantes.
Combinado?
=D
... acreditar.
A gente se baseia em verdades universais que,
muito além de verdades, são mentiras bem fundamentadas.
A gente sai de casa achando que pode fazer planos,
mas basta uma poeira nos olhos para já ver o quanto
tudo é imprevisível e como somos vulneráveis...
A gente pensa que sabe tudo sobre as pessoas,
mas elas nos surpreendem a cada dia, fazendo coisas
inesperadas e que você nunca pensou que fossem fazer...
A gente acha que conhece nossa própria personalidade,
cria vínculos e raízes com pensamentos confortantes, mas
que, muito antes de serem verdades, não passam de mentiras,
como as citadas no começo, porém sem muita fundamentação...
Criamos padrões e vivemos mentiras sociais...
Pensamos que sabemos sobre tudo e todos e que todos
os comportamentos são ou certos ou errados...
Se escorregamos numa casca de banana, é marcação...
Se alguém escorrega, é tão somente um azarado...
Não sabemos acreditar na sorte, pois só conseguimos enxergá-la
em comparação direta com o azar... E isso dá azar!
A gente acha que pode sair por aí fazendo e falando tudo,
mas logo alguém puxa nosso tapete e, ou ficamos tímidos,
ou nos tornamos, a cada dia, empenhadíssimos na fundamentação
de argumentos que explicitem nossa superioridade discursiva,
mas que, em contrapartida, deixem transparecer a nossa
arrogância...
A gente quer ir embora mesmo quando diz que quer ficar...
A gente não vai aos lugares, mas fazem com que nos sintamos
mal por não sermos como a maioria que de lá não quer sair...
Às vezes somos agradáveis, às vezes não...
Às vezes somos como querem, muitas outras vezes não...
Mas a gente sabe disso! Apenas não quer aceitar...
Tudo é uma questão de acreditar...
Alguns acreditam em Deus, outros acreditam um forças
energéticas, outros acreditam em políticos...
Há quem não acredite em nada, mas acreditar em nada
já não é acreditar em alguma coisa?
Ignorantes é o que somos. Alguns mais, outros mais ainda.
E nesse terreno fértil de ignorância, do saber que vale
pelo não-saber, fazemos pré-julgamentos, tomamos decisões
equivocadas, pensamos em fazer a coisa certa (que acaba dando
errado), sentimos quem vale ou não a pena (e sentimos também
remorso por estabelecer essas polaridades), entramos e
saímos da vida das pessoas, às vezes por culpa nossa, às vezes
por culpa delas, mas, em maioria, culpa de nossa impaciência
em reconhecer as diferenças dos outros...
Tudo começa a fazer sentido com a vulnerabilidade...
É ao gaguejar durante uma apresentação, ao tropeçar,
ao levar um tombo, que você se sente mal, mas é também
o momento em que você se sente verdadeiro...
Mas o que é ser verdadeiro? A meu ver, ser verdadeiro
abarca sentimentos, valores que julgamos corretos.
Mas o que seria algo correto, verdadeiro?
Não seria uma mentira bem fundamentada?
As pessoas podem não precisar de você.
Mas eu sei que preciso de todas elas.
E estarei aqui...
"Mas e depois?", me pergunta, quase afônico de tanta
apreensão e medo, o meu irmão. Respondo, tentando lhe
acalmar: "Depois vai ser tudo legal, confia em mim".
"Vem comigo! Por favor", implora. "Vem cá. Dá um abraço
no seu irmão", carrego meu irmão no colo, enxugo-lhe a
lágrima e penso no que dizer. E cá estou pensando, com ele
nos braços, algo rotineiro e secular a dizer, mas meu cérebro
não quer me deixar mentir. Ele está diante de um desafio, um
dos mais complicados de sua existência, mas devo acalmá-lo
e, arrogantemente, dizer que logo vai esquecer daquilo? Aquilo
é importante pra ele, oras. Eu não sei como fazer isso.
E nem como dizer. Levo ele novamente ao chão, ajeito
o boné do carinha e, olhando em seus olhos, digo:
"Está vendo aquela garotinha ali? De olhos verdes?"
Ele me responde, imediatamente: "Sim".
"Pois ela também vai", conto-lhe.
"Sé-sério?", me pergunta, esquecendo da ansiedade.
"É sim! E vai ser da sua sala", brinco com o boné dele.
Já não sei mais em que vai dar a conversa, sem saber como
fazer para que ele entre na escolinha e tudo corra como há
anos e anos as pessoas obedecem, sem questionar e sem
saber se isso vai gerar algum trauma. Mas ele me surpreende.
"Gui, pode ir. Eu vou entrar com ela", diz com um pouco mais
de coragem. "Ela precisa de mim", completa.
E ele me deu as costas. Girou o boné e, de mãos dadas com
a garotinha, encarou o desafio de adentrar por aquele portão e
experimentar aquele desafio. E cá estou eu, todo orgulhoso,
babando pela atitude sensacional de uma pessoa também sensacional.
"É... pelo menos alguém da família tinha que ser menos devagar" ;D
Engraçado como as pessoas se esqueceram do que é
ou do que significa "humildade".
E quando percebem tal característica, se embolam,
se perdem e, atualmente, acham inexplicável que alguém
possa ser humilde, isto é, tomado aqui como termo que
se refere à modéstia, um de seus significados.
As pessoas se acostumaram a ver um cenário de competição
voraz, um universo no qual todos devem, se necessário,
derrubar uns aos outros para atingir o auge da satisfação
criada pela dimensão competitiva. E quando vêem pessoas que
não estão preocupadas com coisas do tipo, que não brigam,
que apenas querem seguir seus caminhos, acham estranho.
Indignam-se pela calma, pela tranqüilidade e paz de espírito desses
personagens. As pessoas não descansam enquanto não conseguirem
tirar do trilho esse tipo de conduta. Sentem que devem competir até
contra aqueles que não desejam competir ou vencer ninguém,
mas apenas vencer seus próprios limites...
Foi mal a demora, moçada.
Tá cada vez mais difícil postar algo legal.
Eu tenho preferido não postar nada a postar textos
feitos rapidamente, sem qualquer inspiração...
Mas eu vou voltar a manter o compromisso com este blog.
Prometo tentar.
Caso contrário, vou ter que tomar uma medida mais drástica...
=/