Cada vez que olho pra lista do "Blog of Notes" me sinto
como aquele empregado do McDonalds que derrubou uma
batata e não virou o funcionário do mês...
Por falar em destaque, faça um teste:
Repare se nessas lanchonetes em que você vive indo há
sempre uma foto do funcionário do mês, e também se
algum dos funcionários já foi, pelo menos uma vez, o destaque.
Isso é uma estratégia... e dá certo, viu?
Nu! Ai do cara que derrubar batata...
Tem que ficar vendo o colega de trabalho com sorriso de ponta
a ponta, murmurando "Eu sou foda" e se vangloriando porque
colocou o alface do mesmo tamanho exigido pela "ABNT dos
sandubas"...
Mas o funcionário se sente valorizado, né?
Coitado... nem se lembra que recebe salário mínimo...
COMO TODOS OS OUTROS!!!
=P
Vi, ontem, o filme Durval Discos, de Anna Muylaert.
Senti uma boa impressão ao ver que Ary França seria
o dono de uma loja de discos que não quer ceder à nova
tecnologia do CD... "Eu trabalho com LP´s", diz o personagem.
O filme começa bem.
Lá estava eu com total boa vontade, rindo da simplicidade
das cenas, da atuação de Rita Lee, Marisa Orth e os demais,
quando, como num passe de mágica, o longa deu uma guinada super
estranha e trouxe um final, realmente, surpreendente.
Mas não digo que fiquei surpreso como uma referência positiva.
Não gostei...
Qualquer que seja a interpretação, acho que há limites para
fruição estética... o legal desse filme era justamente a simplicidade
da história...
Bom... se você já viu, por favor, me diga o que achou...
Agora, se não viu, sério mesmo: não espere de mim a
indicação... mas aguardo a sua opinião...
Só acho que nem sempre o pessoal do cinema precisa
complicar... histórias leves, ou mais comedidas, nem
sempre tentando fazer um "Cidade dos Sonhos" ou "Vanilla Sky",
também são válidas...
Costumo ser fã de quase todos os projetos de cinema nacional,
mas esse, sinceramente, não me agradou...
* ...ouvir de uma besta mitológica que as letras
Q-W-E-R-T-Y, em seqüência, em nossos teclados, formam
o nome do inventor desse acessório...
* ...ouvir piadas de pontinho amarelo, verde e quaisquer
outras cores e não reclamar...
* ...aceitar com tranqüilidade o fato de, num sorteio em
que seriam sorteados 9 números, num total de 10, o seu número
ter sido o único a não aparecer...
* ... ficar numa boa, lendo uma revista, após ter ido
mais cedo ao consultório do dentista e ter ficado sabendo que o atraso
do dia foi tamanho que você só será atendido dentro de algumas
horas...
* ...ter um blog e tentar postar mais de 400 vezes um texto
por causa de uma falha no sistema que efetua logoff automático de
sua conta...
* ...escutar gente que não sabe nada de musica botar banca
e discutir que bandas pseudo-cults é que são fodas e pronto...
* ...ler um post sacal como esse e ainda pensar em comentar...
E já está rolando o TOP 3 do iBest Blog...
Após a longa fase de "classificação",
cá estou eu, diante do resultado, perplexo com
uma indicação, satisfeito com outra, e, como não
poderia deixar de ser, consciente diante da outra opção...
Pra começar... As Garotas que dizem Ni...
Sensacional... muito bem votado... parabéns, meninas =)
O Eu hein, do sr. Nelito Fernandes, foi uma indicação
já esperada por mim, embora não tivesse apontado, há mais
tempo, como um dos meus 3 preferidos... mas era normal
acontecer... é como numa Copa do Mundo... o último campeão
sempre desponta como favorito...
Agora eu juro que já tentei entender, de todas as formas, que
está fazendo o Pingaiada entre os três mais votados...
Nada contra os administradores desse blog, mas acho uma
total expressão de insanidade deixar de fora dessa votação o
sr. Inagaki, por exemplo, e mesmo o Marcelo Tas (embora seu
blog não seja lá tãão veterano...).
As indicações da Academia iBest foram mais criteriosas...
"Garotas que dizem Ni", "Blog do Tas" e "Eu hein".
(...)
-Você precisa se arriscar. Você não move uma palha
pelo que quer!!
- Corro muitos riscos... - Viver é arriscar! Ficar sem arriscar não é viver!
- Tem razão. - Se sente melhor agora?
- Com certeza. Vou pra Grécia. - Pra Grécia?! Mas e a faculdade?!?!
- Vou trancar! - Você é louco??? Faltam só 2 períodos!
- Pois é. Mas vou arriscar. Vem comigo? - Tá louco? Arriscar o meu futuro??
- ... (...)
Olha, vi esse texto pela primeira vez no blog Ponta de Areia e fiquei meio perplexo com o que li.
Trata-se de uma matéria da AOL que, definitivamente,
prova minha tese de que "o dinheiro não sabe pra quem aparece".
Acho as duas coisas uma merda...
Mas fazer o quê... é a discussão nacional, então vamos lá...
Quem tá certo e quem tá errado nessa história do Zeca Pagodinho
com Brahma e Nova Schin?
Não adianta chegar um monte de baba ovo nos comentários
e bradar que Zeca Pagodinho é representante do povo e que sei
lá mais o quê... se a música dele é boa ou ruim, sinceramente,
dane-se.
O que está em questão é que ele, como figura pública, desrespeitou
o consumidor, o mesmo que o colocou nessa posição de
"símbolo nacional".
Valendo-me da comparação feita por um professor,
de que Zeca Pagodinho só é símbolo nacional pela baixa estética da
nossa sociedade, que não consegue assimilar o conteúdo de
Paulinho da Viola e se contenta com o pagode do malandrão,
quero dizer que o fato dele ser uma referência musical, sobretudo
atualmente, não diminui o que ele fez.
Claro que ele tem direito de querer ganhar uma grana.
É lógico, caramba.
Mas é lógico, também, que o consumidor tem direito de ver
o CONAR em ação para regulamentar ações publicitárias desmedidas
como essa...
Se você ama a Brahma ou não, Zeca, pouco me importa...
Se tomou mesmo Nova Schin no comercial muito menos...
Quero que você, as duas cervejas toscas e, principalmente,
Nizan Guanaes (responsável pelo comercial "Amor de verão"),
se afoguem nesse mundo de álcool, publicidade e cerveja...
Agora não vão ganhar grana às minhas custas não... não mesmo!
Consumidor é quem manda... Mexam com ele pra ver se não saem
as duas cervejas do mercado? Ou se seu cdzinho acústico, sr. Pagodinho,
não pára de vender?
Respeito é bom e o consumidor gosta...
=P
Não gosto de ser mal interpretado...
Até porque eu tenho muito mais o que fazer
ao invés de deixar meus recados subentendidos,
e tentar fazer liçãozinha de moral por tabela...
O que eu falei eu falei... e é aquilo!
Não tem que inferir... caçar confusão...
Não brinco com coisa séria...
E falo na lata mesmo...
=P
Relação confusa? Foi você quem fez! (obs: esse post é gigantesco. Vale por uma semana, rs...)
A vida segue complicada, amigos, porque vocês querem...
Eu já falei, algum imbecil que escreve e fica rico vendendo livros
de auto-ajuda também, e, com certeza, seu avô, com toda a
experiência do mundo e a constatação de que tudo podia ter sido
tão mais simples, já deu aquele toque do tipo "melhor ficar
vermelho por um segundo, que amarelo pro resto da vida"...
(...)
Pois bem. Acontece que, apesar de todas as evidências nos
mostrarem que tudo poderia mesmo ser mais fácil, conseguimos,
sempre, complicar...
Eis, abaixo, o relato de uma espécie de entrevista imaginária que
fiz, com um casal em potencial, sobre encontros e desencontros
nos relacionamentos...
(...)
"Mas que diacho isso", reclamo comigo... penso em algumas
razões para que Fernanda e Diogo, casal hipotético, não fiquem
juntos... os dois se dão super bem, gostam de algumas coisas iguais,
de outras diferentes (graças a Deus), curtem as mesmas músicas,
mas, sobretudo, curtem estar ao lado um do outro...
Logo? Logo nada, caro e paciente espectador dessa bitela de post...
(...)
Acontece que Fernanda conhece Diogo há mais de 3 anos e aprendeu
a enxergar, com a companhia, qualidades, mas, principalmente, defeitos
do rapaz. Se perguntada sobre o motivo pelo qual não está com ele,
formando um casal, Fernanda é categórica: "Ah, nada a ver... ele é
muito bobinho, me faz rir, mas... ahh, também conheço há muito
tempo, é só amizade...".
E por aí vão as desculpas que eu sempre lembro de enumerar aqui...
(...)
Mas Diogo gosta da rapariga. Aprendeu a enxergar, também, qualidades
e defeitos da moça, mas sequer pensa nisso como um critério de
perda de interesse... "Pelo contrário! Eu a conheço, ora. Passei três
anos ao lado dela. E se consegui isso, é porque existe uma sintonia legal",
diz o recém-apaixonado.
(...)
Só que Fernanda criou um paradigma! "Ele é meu amigo". Diogo, desolado, acaba me perguntando: "Poxa, mas é tão legal quando
estamos juntos e rolou essa coisa agora, de gostar dela e tal. Por que
não podemos tentar?" (...)
Até então, muito claro, né, leitor? O cara está louco pela moça,
mas ela não. Correto? Errado! Converso com a Fernanda e arranco
da moça a seguinte resposta: "Não que eu não goste dele. Claro que
tem uma sintonia legal. Mas eu corto porque ele é meu amigo. Pena
que ele virou meu amigo antes".
E eu, pronto para polemizar, rebato: "A amizade é uma coisa defintiva?
Não pode ser, sei lá, um estágio no amor de vocês? Essas coisas não
são como uma expressão matemática. Não existe lógica..." (...)
Não adiantou muito. Aliás, complicou. Fernanda não me disse mais
nada sobre o paradigma da amizade, mas também nunca mais perguntei.
Ah, tem uma coisa... a Fernanda se apaixonou por mim após aquela
conversa sobre lógica, amor, expressões matemáticas... Coitada!
Rendeu-se às palavras bonitas daquilo que ela pensou ser texto de um
galanteador barato e assimilou todo um conjunto de namorado ideal
(dela, vale lembrar) à minha pessoa, apenas por uma frase...
Bom, acabou que começamos a namorar...
(...)
Hoje, após três anos - exatamente três - Fernanda e eu não estamos
mais juntos. Ela descobriu, aos poucos, que tenho mais defeitos
que qualidades, ao menos no que diz respeito à nossa sintonia...
E o mais incrível: fez uma comparação! "Você não tem nada a ver
comigo. O Diogo tinha".
Sensacional, não é? Pois é. E ela foi atrás do Diogo...
Pensei comigo: "Com atraso, mas foi..." (...)
Bom, os dois estão casados, hoje.
Eu, claro, fui uma interferência nessa relação, mas nada que
você, ou seu primo, ou tio, enfim, que alguém não tenha vivido...
Os seres humanos continuam escolhendo mau os pares ideais,
as mulheres insistem nas lições de moral de que são maduras,
mas não cansam de se embriagar com a escolha de malas sem
alça (como eu) para relacionamentos que, lógico, vão dar errado...
(...)
Diogo, nesse caso, enxergava que a amizade, no caso deles,
era um estágio da relação. Nem sempre, claro, todos os amigos
vão se encontrar. Mas, enfim, quero dizer que nem todos os
relacionamentos são impossíveis...
Só não entendo o motivo pelo qual as pessoas atrasam suas vidas,
cheias de certezas sobre amizade, sentimentos, mas se arriscam
de tal forma com desconhecidos que, a posteriori, claro, vão se
revelar e apresentar os desconfortos memoráveis de uma relação...
(...)
Não existem respostas, tão pouco metas para bons relacionamentos,
ou segredos para amizades que podem virar coisa "mais séria".
Existem riscos que, de alguma forma, optamos por correr.
Só não entendo o seguinte (eis duas conclusões):
- As pessoas se arriscam com pessoas que não oferecem certeza
alguma, mas acham que vão ser mais felizes com essas pessoas...
na maioria das vezes, claro, quebram a cara e reclamam... Chegam
a dizer que jamais vão cometer o mesmo erro... mas logo arrumam
alguém bastante similar...
e/ou
- As pessoas não se arriscam com pessoas que oferecem mais certezas,
candidatos potenciais à harmonia de um relacionamento. Mas, claro,
enchem a boca para falar que não existe atração física, ou mesmo para
falar que existem locais certos para as pessoas em suas vidas, regrando
sentimentos e emoções e vivendo numa rotina interna que, claro, fará com
que as pessoas enlouqueçam e tenham atração por loucos que sequer
conhecem, e que, claro, podem trazer problemas...
(...)
Pode ser que tudo que falei aqui seja uma imensa bobagem...
Pode ser que muita gente comente, pode ser que não...
Até chego a ver a possibilidade de muitos afirmarem que fui, por vezes,
incoerente e relapso...
Mas eu só trouxe uma das possibilidades...
O meu recado é só um: faça boas escolhas...
Tome bastante cuidado para escolher uma companhia,
de preferência o mesmo que você dedica às compras de roupas,
ou à escolha de um automóvel, por exemplo...
A vida passa, pessoal...por que perder tempo como a Fernanda
e o Diogo?!
(...)
Provações imbecilóides do absurdo e previsível cotidiano
Que semana, viu...
Puta que pariu, pra ser mais preciso e sincero! =P
Comecei mais um combinado de sete dias de março
pensando em fazer mil coisas, agilizar a série que estou
escrevendo, compor umas músicas para mostrar ao pessoal
da banda no sábado, começar um livro, fazer mais crônicas
ao acaso...
Doce ilusão... até ludibriei-me ao colocar na cachola, em plena
segunda-feira, a idéia sensacional de me inscrever no Fama e
tentar não ser o indicado da primeira semana, rs...
Mas o bom humor se esgota com a demanda de trabalho e da
faculdade... os dias se esgotam... as noites cada vez mais reduzidas...
O ânimo... que ânimo? Aqui não tem ninguém com esse nome,
foi engano!
Bom, mas agora chegou a sexta-feira e posso tocar os projetos...
Hum... er... puts, que preguiça...
Vou dar uma volta...
=P
O tempo levado ao vento, sem desespero, sem pressa...
A vida encontra resposta nas águas, cálidas, singelas...
Não há janelas no corredor... vejo o moinho, ao longe...
A casa não está mais lá... não sem ela...
Os quadros não dizem mais nada... a tela expressa saudade...
E a saudade habita os moinhos do entardecer...
Tarde de descobertas... fim de tarde de momentos preciosos...
Contei as cinco primeiras estrelas,
mas sequer vi quando o carro partiu da rua 34...
Hoje, sei que nada existiu...
Da minha casa não avisto moinhos...
Existem moradas de ratos de laboratório...
Seres humanos presos em apartamentos, vivendo como em
aquários... vivem para trabalhar, para tentar sobreviver...
Vivem por nada... e mereciam uma tarde no moinho ao
entardecer...
É fogo, viu...
Eu sempre tive uma má vontade com relação ao Guga.
Tudo bem, tudo bem.
Ele é fodão, ganhou vários campeonatos e já provou que
é "o" cara do tênis brasileiro.
Mas e daí?
Adianta eu acreditar nisso se ele perde toda vez que eu ligo
a TV pra vê-lo jogar?
Guga, meu caro. Pelo amor de Deus.
Entre em contato!
Parece que podemos tratar de negócios...
Um bom acordo pode me manter longe da TV nos dias
em que você for jogar... que tal?
Já passei tempo demais sem você...
Por vezes sinto-me retraído, pensando em noites
que poderiam ter sido, noites que sacrifiquei pela
certeza de te encontrar nos dias seguintes...
Mas os dias se tornam semanas... E as semanas, meses...
E desses meses já se foram 20 anos...
Vinte anos entregue à idéia de encontrar você...
Você realmente existe?
Tudo o que sei é que, hoje, fiquei em dúvida...
Não sei se existem cartas, menções, fragmentos ou
qualquer que seja a palavra para definir o que é
depositar suas fichas em uma incerteza...
Vejo pessoas se vangloriando por momentos tão ou mais
imprecisos, desferindo o que pensam ser lições de moral,
mas, em meio à infinidade de cartas marcadas, não tiveram,
sequer, uma experiência válida...
Por isso espero você...
Eu já lhe disse... por você eu estudaria 50 anos de física
quântica, deixaria de ser tão desanimado, ou, sei lá,
viveria por algo que vale a pena...
Eu aprenderia a dançar, não sei se tango, mas me esforçaria...
Eu juro que tentaria pular de pára-quedas, apesar de deixar,
desde já, essa promessa em aberto...
Eu faria, como nunca, as canções que deixei de compor
nos últimos anos, pensando no que pode vir...
Mas você não chega...
Hoje estou sendo bombardeado pelo drama do "E se"...
Que se dane o "E se"!
As coisas que aconteceram, deveriam acontecer...
Mas por favor... chegue logo...
Tempo demais já se foi...
Não faça isso simplesmente por mim... faça por nós...
Enquanto você não chega, vou lutando por nós dois...
E por aí vai...
Não mede conseqüências, não liga para fronteiras...
Simplesmente, vai...
E por aí vai?!
Vai! E não quer nem saber se alguém guardar mágoas...
Toca a vida sem rumo, sem medo, apenas com escolhas...
E as faz... e por aí vai!
Se arrependeu, porém, de dizer não a quem amava...
As decisões rápidas, sem pensar nas conseqüências,
nas pessoas, fez com que ele próprio saísse prejudicado...
E ficou sem ela...
E por aí vai...
Sem pedir, mas já agradecendo,
segue abaixo a reprodução de um post publicado no
blog do Marcelo!
Essa aconteceu no "Esporte Espetacular" e é uma gafe curiosa.
Em mais uma matéria sobre a Olimpíada da Grécia, um repórter pergunta
a várias pessoas no centro de SP se sabem o significado de algumas
palavras gregas. Ninguém acerta. Eis que de repente posta-se diante da câmera
um gaiato vestindo uma camiseta com o logotipo da Band. Por incrível que
pareça, o repórter decide chamar o sujeito, que, mais incrível ainda, acerta
a resposta! O repórter ainda ergue o braço do vitorioso e juntos bradam a
conquista gritando Êêêêêêêêê! --corta para close ainda mais fechado do
logo da concorrente. (Folha de S. Paulo)
If I could change your fears... Já temos, todos, medo demais...
Horas preciosas ficam pra trás pelo medo de dizer...
Apenas dizer...
Não há o quê... não há razões... não há porquês...
If I could change the way... Podemos mudar os caminhos...
Podemos voltar atrás...
Ser feliz é possível...
Basta tentar...
Ninguém chega em lugar nenhum sem pedir informações,
ou sem errar, mesmo com as indicações das placas...
Preocupe-se em chegar, não em chegar sozinho...
No fim das contas,
mesmo que a estada leve ao ponto mais distante,
será muito mais válido que alguém esteja com você...
(...)
- O caminho é esse...
- Como tem tanta certeza?
- Não tenho...
- Não tem e está me indicando!?!?
- É...
- Não tem nexo!!!
- Tem sim...
- E qual é?
- É o caminho que eu escolheria...
- Mas e daí? Qual a garantia?
- Nenhuma!
- Mas e então!?!??!
- A vida é feita de escolhas...
- Mas como tem tanta certeza?
- Não tenho certeza.
- !!?!?!?!?
- Fiz uma opção...
- Sem ter certeza?
- É.
- Você é louco...
- Pode ser. Mas estou vivo... E faço escolhas...
- Pois eu prefiro pensar antes de fazer...
- Faça o que quiser... só não deixe de fazer...
- Hã?!
- Até!
(...)
___________________
* Em tempo, quero deixar um parabéns às sensacionais
mulheres desse mundo. Não concordo com a data, pois é
uma afronta, na minha concepção, já que todas as minorias
da humanidade têm uma data especial... E vocês, moças,
não são minoria! Tanto é que, no pior dos exemplos, dizem que
há, para cada homem, 10 mulheres! (Tem alguém com 20!) rs...
Beijos a vocês!
No ponto mais alto da minha boa vontade, eis que
peguei um livro para ler na biblioteca da faculdade,
e, juro, com a melhor das intenções...
Fernando Sabino é um cara legal, mas, infelizmente,
livros são, por mim, odiados quando relacionados às
atividades acadêmicas...
Mas o livro de crônicas é muito bom... acabei me
surpreendendo...
Só que o livro é antigo e me deixou, como nunca,
com uma alergia sobrenatural, inexplicável e grotesca...
Para se ter uma idéia, penso em atear fogo em todas as
bibliotecas do mundo e desferir uma ordem brutal de
digitalização de todos os conteúdos armazenados com
vírus e bactérias oportunistas...
Melhor ficar espirrando no meu canto...
Não quero caçar confusão com amantes e donos de sebos...
=P
... esse sinal de fumaça é apenas para indicar que,
embora não pareça, estou vivo!
É que estou meio embaraçado com trabalhos de economia,
produção de artigo, crônica e sei lá mais o quê.
Mas eu volto... Ah se volto!
Inté!
=)
"Dureza é lan house no interior...
Você faz o investimento, divulga com carros de som, e,
ainda assim, aparecem donas com sacolas imensas em
busca de lã."
Viver é o que há. O problema é essa cultura medieval que
tenta dar uma de moderninha, mas ainda cultua o sacrifício
em nossas vidas.
A gente perde tempo demais sofrendo, seguindo uma lógica
de vida tão ultrapassada como aquela do trabalho como redenção...
É a religião ditando-nos como viver, sempre cortando os
prazeres e impondo sacrifícios.
Vivemos pensando sempre no mito do paraíso!!!
Ao invés de tentarmos reproduzi-lo, fazemos uma cópia
sensacional das coisas ruins... =/
Mas tudo bem... um dia todo mundo vai ver que viver pra trabalhar
não vale a pena...
Ops! O chefe tá chamando... ______________
*texto originalmente publicado em um comentário de um blog amigo =)
Vou inventar moda e exemplificar algo sobre economia
a partir do Blog of Notes, meu adorado e famigerado assunto.
Custo de oportunidade, na linguagem econômica, é a escolha
de um empresário por sacrificar um determinado bem que está produzindo,
em benefício de um outro. Os resultados vêm com o tempo...
Imaginem vocês, blogueiros, há mais de um ano postando e
até hoje sonhando com a tão esperada hora de ver o nomezinho
em laranja numa listinha com bastante valor agregado, já que
é uma espécie de reconhecimento nesse universo de blogs...
Para aparecer ali, você, produtor de textos, deve sacrificar uma
série de características peculiares à sua personalidade (produto) para
se adaptar às exigências do pincelador de talentos (mercado).
Idéias mirabolantes como o "diário de um tamagochi encarcerado",
ou sei lá mais o quê são bem-vindas. Falar de cultura também é uma
boa opção para a linha de produção. Há, claro, aqueles que escrevem
sensacionalmente bem, e, com o diferencial do produto, acabam reconhecidos
pelo mercado.
Mas eis o grande dilema econômico nesse exemplo:
sacrificar personalidade! Aqueles que querem entrar ali, mas, de
alguma forma, se posicionaram contra, ou fizeram comentários conturbados
a respeito do responsável pela escolha, vão amargar o 'não-reconhecimento',
a não ser que, pensando num custo de oportunidade, optem por
reformular as suas cargas produtivas e por redirecionar a sua linha
de produção.
Eu não vou falar de cultura o tempo inteiro (até gosto, mas sofro de
dormência coloquial), não vou fazer blogs malucões (embora eu deixe de
fazer sentido), e, quando achar que devo, vou continuar me posicionando
frente às decisões do pessoal do BON, principalmente aquelas bagunçadas
como aconteceu com o Amarula com Sucrilhos, ou por indicações que, a meu ver, forem inexplicáveis.
E essa é uma opção minha...
Azar o meu! =)
Não vou aparecer lá, mas não vou ser coroado por uma coisa que não sou...
Simples assim...
Cantaria Caetano Veloso, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"...
E parabéns àqueles que foram premiados por serem o que são...
Esses, sim, são os notáveis desse universo...
E daí se o "Cidade de Deus" ganhar o Oscar?
Alguma coisa vai ser feita em relação à situação das favelas,
da violência, à questão das armas?
Não vai ser feito é (%#@%@#_%* nenhuma.
E que se dane esse Oscar...