Se você pede um conselho, já que existem
apenas duas opções e a escolha por apenas uma
se faz necessária, como fazer diante de um diálogo
como esse???
(...)
- E então? Devo me conformar ou lutar pelo que eu quero?
- Conforme-se! O único caminho é a luta...
- !?!??!?
Vamos lá!
Agora vocês também podem criar uma música, um
sambinha para o carnaval. Já está mais que provado
que TODAS as escolas seguem um roteiro inabalável,
padronizado no velho e bom (será?) "em time que está
ganhando não se mexe".
Já está mais que enraizado que a repetição de frases é algo
não somente agradável aos ouvidos dos amantes de "samba
midiatizado", como altamente necessário à estrutura imutável
dessas pseudo-marchinhas de carnaval.
A inserção de frases berradas daqueles chatonildos que
insistem em ficar nos ensaios, mas que não entram no tom de
jeito nenhum, também é válida na estrutura. E caem bem, né?
Incrível. Poucos fazem imitações de canções dos desfiles das
escolas de samba sem as gritadas expressões "Ô CUMPADI",
"OLHA O SAMBA AÍ, GENTE!", e por aí vai.
Imagine uma frase como:
Ele veio da Bahia, reinou e beijou o chão
Acrescente, aí, a repetição básica:
Ele veio (OLHA ELE AÍ, GENTE!) da Bahia, reinou e beijou
o chão(OLHA O CHÃO!).
Pronto. Você já sabe o básico para fazer um samba adorado
pela Globeleza e seus acéfalos. Boa sorte!
Quanto ao verdadeiro carnaval, insistem em me dizer que ele ainda
existe em algumas partes do Nordeste. Eu sou pessimista, mas
prometo ir até lá conferir. Quanto ao carnaval carioca, "fala sério"...
A tela não se porta fixa às interpretações
de olhares vorazes... Suas cores pulam,
avançam, distorcem um conjunto de signos
e de referências previamente assimiladas...
A arte dá o seu recado...
E o espectador se rende à sua incerteza...
Não que eu queira dar mais visibilidade a esse programa,
mas, infelizmente, o Eduardo saiu.
No jornal Union, do Uni-bh, no qual trabalho, fizemos uma
entrevista com esse rapaz que ganhou o prêmio Apple de
Publicidade. O cara é gente fina... até torci para ele nesse jogo...
Infelizmente, ele, tão comparado, pelo pessoal, ao Samuel Rosa,
Biafra, e até mesmo ao Kiko do seriado Chaves (meu pai disse isso),
saiu hoje daquela casa cheia de câmeras...
Paciência...
Agora é largar pra lá...
Dívida da Parmalat é oito vezes maior do que a oficial, diz auditoria.
Isso que dá ouvir o que crianças vestidas de Búfalo, Gorila, Leão e
sei lá mais o quê têm a dizer sobre leite...
Não que crianças não entendam de leite, mas, convenhamos,
"O Búfalo falou que é bom", ou "o gorila falou que faz bem" não são
argumentos, né?
Dá-lhe Itambé! rs...
Eu gosto pra caramba desses joguinhos de web.
É, desses bem simples, tranqüilos, sem maiores complicações.
O Felipe acabou de me indicar
um bem legal que chama "Smack the Pingu".
Aproveitei para criar uma seção no menu lateral com links de 4 sites com
jogos para quem está "À toa na web", rs...
Quanto ao jogo do pingüim, consegui duas pontuações:
com ele caindo de bico, 493.6, e, com ele escorregando, 593.5.
=)
É o que eu digo...
não sei quanto a todo mundo,
mas eu fui escravo na outra vida
e construí, sozinho, a lateral esquerda
de uma das pirâmides do Egito...
Lembro que o pessoal foi comemorar com
as odaliscas num Oásis, mas eu fiquei de hora extra...
Chefes sacanas...
Mas a vida é assim...
Você serve à humanidade...
Mata um leão por dia, cria uma das sete maravilhas do mundo
e a glória fica, sempre, para os faraós...
Acaba de ir embora o último domingo que permitia
a virada na web sem preocupações de horário para
segunda-feira...
Vai, mas volta, ok?
Eu tô de saco cheio dessa vida de sacrifícios por
propósitos humanos insustentáveis...
Também foram dar ouvidos ao Liberalismo, ao Neoliberalismo...
=P
Ninguém merece o som de um telefone pela madrugada.
Imagine-se aí, recostado em seu travesseiro, fiel suporte
dessa cachola que não vê a hora de ativar seus poderes
inconscientes e começar a produzir sonhos.
Agora imagine que você está no meio de um sonho (seja
ele qual for), prestes a resolver a principal pendência da
"história", quando, do nada, um som mais estridente que
qualquer outro invade seus ouvidos e retumba em seus nervos
como um choque de 20.000 V. O som entra, espanca todo
o mistério inconsciente, imobiliza o sonho e o faz dar um grito
de misericórdia.
Você acorda sem saber onde está, pensando que foi atingido por
uma metralhadora, ou, sei lá, que foi pisoteado por uns 150 elefantes.
Ou pior: que uma ambulância acaba de invadir o seu quarto.
"Só pode ter sido pela janela!" - pensa você na dúvida entre a consciência
e o sonho.
E então, depois de alguns segundos, percebe que foi o telefone.
Corre desesperadamente, já pensando na pior hipótese:
"Só ligam de madrugada para dar más notícias".
Só que a surpresa acaba sendo ainda maior:
- Alô?
- Opa. A Helena está?
- Não tem ninguém com esse nome aqui não.
- Como não? Aí não é 3425-34...
- Não, meu senhor. Não é. Foi um engano.
- Mas a Helena... (...)
Prefiro não relatar os acontecimentos posteriores à última frase...
Se ele não for muito esperto, vai procurar a Helena num lugar muito feio...
Gostaria de saber o seguinte: como é o som de um telefone, para vocês,
pela madrugada?
Depois de sofrer um pouco durante o primeiro tempo,
a seleção brasileira virou o jogo no segundo tempo
e melhorou a situação no Pré-olímpico. O Brasil pode
até mesmo empatar com o Paraguai que estará classificado
para as Olimpíadas de Atenas.
Pela primeira vez gostei do que vi. Pela primeira vez senti
que o técnico tinha uma estratégia, mesmo que num momento
de "ou vai ou racha".
Espero que o Brasil vença o Paraguai e vá para Atenas... e sem
preocupações...
---
* Pós-post: O Brasil perdeu de 1x0 no confronto com a seleção
do Paraguai. Com isso, Argentina e Paraguai se classificaram para
as Olimpíadas de Atenas. O Brasil, além de jogar mal, entrou em campo
com clima de "já estamos em Atenas" e tomou uma ducha fria.
Paciência. Como dizem por aí, "toda arrogância será castigada".
Não sei sobre o que vai ser esse post.
E quando fico assim, sem idéias, acabo falando de
coisas que me irritam profundamente, ou que me deixam
perplexo, justamente pela presença marcante de silêncio
no momento em que estou redigindo. Mas não é esse silêncio
que todos estão pensando. É aquele silêncio de idéias,
aquele famoso "vazio".
Espero que concordem comigo quando digo que esse silêncio,
somado ao "silêncio" que vocês imaginaram (estou fazendo
uma inferência prévia - penso que o texto deu a entender
que o silêncio culpado era aquele entendido como a falta de
barulho ao redor que permite, justamente, aos que estão querendo
concentração, uma atenção forte ao que estão produzindo).
Bom... sempre que as férias começam a dar sinais de alerta,
ou seja, comunicam-me sobre o fim não mais tão distante,
fico chateado... Fico puto, pra falar a verdade...
Muita gente reclama do fim das férias, mas todos, sem exceção,
sequer fazem um questionamento a respeito...
Eu me irrito com isso, sim...
É ridículo que o ser humano se torne, a cada dia que passa,
refém do trabalho, refém do capitalismo, refém dos caprichos
de uma organização de vida que não faz sentido!!!
Eu não sei se é herança religiosa, ou se é sadomasoquismo.
O que está no ar é que as pessoas se entregam ao sacrifício,
à idéia de que 1 mês de férias é suficiente!!! Ou mesmo por
pensar que têm que fazer um sacrifício para os momentos de lazer!
Acho esses padrões de vida imbecis.
Fico abismado por saber que as pessoas não fazem nada ao ver que,
oferecer uma vida confortável à família, aos filhos, à esposa
(nos moldes capitalistas, claro), é ficar cada vez mais distante
deles. É alimentar a ambição, o consumismo...
Não são esses valores que eu busco, e sei que não são esses os valores
que você, amante da atividade remunerada, ou dessa organização
de trabalho e lazer, consegue tirar de seus bons momentos de
produtividade.
Mas não estou desvalorizando o trabalho em si.
As pessoas devem, sim, produzir, criar, inventar.
Mas não devem ser reféns disso.
Essa coisa de TER QUE FAZER CERTO senão é DEMISSÃO certa, e,
conseqüentemente, DIFICULDADES para SOBREVIVER, não faz sentido...
Belos imbecis esses que vangloriam as frases mais estúpidas que já ouvi:
"O trabalho dignifica o homem"; "o trabalho enobrece o homem".
O que vocês não sabem é que o infeliz que disse essa frase estava
à toa, enquanto diversas bestas quadradas compravam a idéia de que,
fazendo mais e mais, trabalhando duro, seriam pessoas dignas.
Sim, eu sei! Quem trabalha bastante, dá um duro danado é, sim, uma pessoa
digna, batalhadora e merece todos os méritos.
Mas não se deve esquecer que isso é um sacrifício.
E sacrifícios podem ser considerados problemas.
E problemas devem ser resolvidos.
As pessoas devem ser livres para trabalharem sem a obrigação
do dinheiro, ou a "chantagem" do capitalismo que expressa:
"ou trabalha, ou faz direito, ou seus filhos morrem de fome".
Que se dane esse modelo.
Que se danem os capitalistas fervorosos que defendem esse modelo
até debaixo d'água sem sequer levantar da cadeira para ver se
seus empregados estão satisfeitos, estão vivos.
Se isso é motivo de orgulho, pois que continuem a tocar essa
vidinha ridícula de capitalistas felizes que se matam de trabalhar
para ter o que comer e alimentar sonhos de consumo.
Afinal, não posso impedir que muitos tenham orgulho dessa vida de
tamagochi.
A minha não vai ser assim.
Agora, por favor, com licença, sim? Preciso voltar à rotina produtiva...
=P
Planos festivos para a quinta-feira.
Eis que Águeda, minha mãe, faz aniversário hoje,
dia 22 de janeiro.
Passarei o dia por conta e, mais à noite, sairemos para
um encontro com os convidados da aniversariante num
restaurante de BH.
Amanhã estarei de volta, amplamente dedicado às publicações
nesse blog!
Inté!
E hoje, sem mais delongas, Ricardo Gomes vai ter que
provar que é técnico de futebol.
Não gosto do Kajuru, mas ele diz, há algum tempo, uma
grande verdade: "Não é o Ricardo Gomes que está treinando
a seleção. É a seleção que está treinando o Ricardo Gomes".
É brincadeira, pô. Uma seleção daquela na mão e o cara ainda
consegue não armar?
Será que ele vai tremer? Eu espero que não.
Sinceramente.
Ou será que essa camisa aí é tão forte assim?
Mesmo tendo passado por altos e baixos na competição?
Pensando bem... não queria estar na pele dele não...
Hoje, preparando o almoço, inventei de fazer um molho.
"Não deve ser tão difícil". Peguei pimentão, cebola, alho e tomate.
Bons amigos esses "verdes" e "vermelhos".
Quanto à cebola...
Olha, eu já tinha visto pessoas chorando por
causa dela, ou comentando sobre o seu
efeito. Eu só não sabia que esse bulbo
bi-anual nutria tamanha raiva e ódio pelo
SlothSam! Bulbo assassino!
Espero voltar a enxergar amanhã...
O alho nem foi utilizado... mas o molho ficou bom...
prometo tentar acertar a garfada na boca...
O que é um violão? Pra que serve tal instrumento?
Além da pronta definição de um devorador de dicionários,
há algo mais por trás desse instrumento que aqui vou
caracterizar como sensacional.
Muitos acreditam que o violão surgiu no Egito há mais de
5 mil anos, de acordo com este site, que também comenta
sobre outras possíveis origens.
Mas estou aqui para falar não simplesmente de um instrumento
de corda, ou de sua função em conjuntos musicais, ou, ainda,
sobre a ousadia de Chiquinha Gonzaga ao incluir, junto à
orquestra, violonistas (o violão era tido como instrumento vulgar).
O violão pode interferir de várias maneiras na vida dos
amantes de música, quer saibam tocá-lo ou não.
As versões mais curiosas sobre a utilidade desse instrumento
vou apresentar aqui.
A primeira, sensacional, embora desbanque toda a
minha atividade em luais, churrascos e festas
de aniversário, é de Luís Fernando Guimarães e Pedro Cardoso. Tal versão foi sustentada no antigo
"Vida ao vivo show".
De acordo com os dois, o sujeito que toca violão é
sempre aquele chato que, no auge da festa,
pergunta se há um violão disponível. Ele, claro,
pede para que o som seja desligado.
Tudo para que se faça um "momento de viola".
Além desse papel principal de "estraga-prazer", o violão é,
também, sinônimo de status. Há quem sustente a versão de que,
se começar a tocar violão, vai impressionar e conseguir várias
pretendentes. Aos que pensam assim, sugiro meu e-mail para
que eu possa revelar detalhes cruéis e desesperançosos sobre
esse mito.
A verdade toda é que o violão é a única companhia de quem sabe domá-lo.
O violonista é responsável pelo som ambiente, pela trilha
sonora dos casais apaixonados, que, geralmente, deixam
a roda de violão e ficam distantes, selando (e exibindo)
o amor que a música ajudou a aflorar, mas que
impede que chegue ao responsável pela trilha sonora
da felicidade alheia...
Uma versão sensacional sobre a utilidade do violão foi dita
por um grande amigo:
"Violão é bom para sítio, ou quando acaba a energia elétrica.
E, mesmo assim, ainda perde para aquela brincadeira de sombra,
de adivinhar que bicho, animal, se está fazendo com as mãos".
Brincadeiras à parte, gosto do violão. Sua utilidade, pra mim,
engloba um desafio. A música é uma dádiva mesmo, não tem jeito.
O violão descontrai o ambiente e faz com que nós, meros
amantes de música, exploradores convictos de acordes e cifras
desse universo "violônico", possamos embalar a trilha sonora
de nossas vidas...
______
*Agradecimentos ao Inagaki por me esclarecer
como alinhar imagens ao redor dos textos nos posts.
Bom... para a primeira tentativa, acho que está bom!
rs...
2:30am... - Pai... Pai... PAIIII!
- Hã!? o quê!? Douglas!?
- Oi, pai.
- Que foi, meu filho? Teve pesadelo?
- Não, pai.
- O que houve, então?
- Não aconteceu nada.
3 minutos depois... - Pelo amor de Deus, Douglas! Por que está aí parado??
- Por nada. Estou apenas acordado e olhando pra você.
- Você quer que eu lhe conte uma história, é isso?
- Não, pai. Eu estou numa boa.
- Douglas, meu filho. Me diz o que aconteceu. Eu não vou
contar a ninguém. Eu prometo.
- Tudo bem, pai. Sei que posso confiar em você. Mas não se
trata disso.
- Então do que se trata?
- Nada importante.
- Vou tomar um café...
Na cozinha... - Douglas, estou preocupado, filho.
- O que foi, pai? Quer conversar?
- Não é isso. Você me acordou no meio da madrugada. Não é
possível que era para não dizer nada.
- É possível, sim. Tanto é que eu lhe disse que não foi nada.
- Então vou voltar a dormir...
- Nãããão!!!!
- Que foi?
- Não foi nada!!!
- DOUGLAS! Fale logo o que está acontecendo!!!
- Pai, relaxa. Toma seu café em paz. Não aconteceu nada.
(...) - E então? Vamos dormir?
- Acho que sim, pai. Estou com sono.
- Então está bem. Boa noite, filho. Tem certeza de que não quer
mesmo me dizer nada?
- Tenho sim. Boa noite!
(...) - Bom dia, filho.
- Bom dia, pai. Eu...
- Nossa, eu tenho que ir. Estou atrasadíssimo!!! Até mais, filhão!
BLAMM - ... só queria lhe dizer que eu só queria ficar um tempo com você ontem...
- Falando sozinho, meu filho? Cadê seu pai?
- Tô pensando alto, mãe. Ele já foi.
- E não falou nada?
- Não disse nada... nem mesmo de madrugada...
- Hã?!
- Nada...
(...)
Questionados pela reportagem da TV Globo sobre o
"gesto" do americano vinculado à American Airlines,
ao ser fichado pelas autoridades brasileiras, cidadãos
do "centro imperialista mundial" se manifestaram, por vezes,
com risos e defesa do infrator. "Achei engraçado". Ou mesmo:
"Acho que foi um exagero".
Porém, se perguntado sobre uma situação, hipotética,
em que um brasileiro faria o mesmo gesto às autoridades
americanas, um dos entrevistados, vinculado às autoridades americanas,
disse algo como: "Bom... nesse caso ele seria preso".
Eles não reconhecem a nossa autoridade, estão de olho
(se é que já não pegaram) na nossa água, debocham do
resto do mundo e esbanjam prepotência, como pessoas acima
das leis, das regras de convívio entre seres humanos.
Meu país não é lá uma maravilha. Quer dizer, tem seus
problemas, suas dificuldades e pena para solucioná-los.
Como todos os outros, devo dizer. Mas eu o respeito tal
como é. Não por ter aprendido a ser um nacionalista
fervoroso, ou por fazer parte de algum grupo "anti Estados
Unidos", mas porque vivo aqui. Com todas as dificuldades,
problemas e peculiaridades, de alguma forma escolhi viver
nesse país e acredito nele.
E, pra falar (mal) dele, tem que ter moral. Que espécie de
sociedade é essa que se acha acima das leis, de todos, se,
na verdade, esconde-se atrás de uma falsa superioridade, ignora
a existência de muitos países? Ou melhor: se vangloria por
conquistar locais desertos e encontra orgulho suficiente
para dizer que protege o mundo, se, na verdade, enfrenta locais
vazios como a Lua, Marte e sei lá mais o quê?
Aqui o cara é detido, sim, jovem que achou a decisão
brasileira "um exagero". E é detido porque não se portou
como homem, como ser humano. Sei que muitos de vocês têm
algo na cabeça! Façam uma força. Derrubem essa prepotência.
Façam isso por vocês. Ou então, façam-me um favor:
tratem de ir mesmo para marte buscar um novo esconderijo.
Mas, sério. Se acharem alguma vida por lá, não interfiram.
Já chega de inventar "Husseins" e "Bin Ladens" por aí.
Cá entre nós, já encheu o saco essa idéia hollywoodiana de
bem contra o mal...
"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança
brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa
existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos,
o presente que não demos, a festa à qual não fomos,
o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.
A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador,
quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem,
cavaleiro e não montaria.
E como ela é feita de instantes, não pode e nem deve ser medida
em anos ou meses, mas em minutos e segundos."
Acabei de votar no concurso Ibest Blog.
Sem dificuldades, pincelei aqueles que considero blogs
válidos em todos os aspectos.
Abaixo deixo registrado o meu voto e um link para que
vocês possam classificar bons blogs para o Top 3.
Espero, sinceramente, que Inagaki, Marcelo Tas e as
Garotas que dizem Ni entrem em disputa final por esse prêmio.
=)
Eu poderia ficar horas e horas tentando falar
de algo que odeio. A primeira reação, sei lá por
qual razão, possivelmente por criação e cultura,
seria, de imediato, "Que é isso! Pára com isso!
Não é legal ter ódio e blá blá blá".
Passada essa primeira reação, entraria numa outra:
"Ora, claro que você tem o direito de não gostar de
algo". E, assim, por fim: "Tudo bem. Nem tanta raiva.
Mas também não se prive de estar insatisfeito. Você
pode não estar satisfeito com algo ou alguém. Não tem
que ser só boa aparência".
Após passar por esse processo trifásico, chego às vias
de fato e concluo: "Pronto. Não se trata mais de um
dilema ético, mas de saber dosar meus sentimentos. A
propósito, Guilherme: do que você estava com raiva mesmo?".
E aí esqueço de tudo. Sempre.
Talvez por isso não tenha tanta raiva de algo, ou de alguém.
Não vou ser cínico de dizer que jamais tive raiva.
Isso é bobagem. Tive, sim. E tenho constantemente.
Mas meu bom humor conta com um triplo de força expressiva,
de forma que a luta é pouco vantajosa para o mau sentimento.
Lembro de um amigo que disse: "Eu queria ter ódio, mas muito
ódio de alguém". "Mas por que?" - perguntei. "Dizem que
amor é ódio caminham juntos. Se eu fosse capaz de odiar tanto
alguém, seria capaz de encontrar um verdadeiro amor".
Olha, pode parecer coisa brega, mas acontece. Sim, existem
esses pessoas que conversam dessa forma, que mantêm diálogos
existenciais, amorosos e sinceros.
Sobre essa questão, declaro, ainda, o seguinte. Gostaria de
contar com a opinião daqueles que acham que esse discurso de
"encontrar alguém", um "amor", seja uma bobagem.
Se as pessoas, hoje, estão tão próximas, "ficam" com todo mundo,
"livres", "sou de todo mundo e todo mundo me quer bem", por que as
pessoas, nos dias atuais, figuram como representantes da
sociedade mais individualista, solitária, da história?
Eu tenho uma opinião a respeito. E vocês já a conhecem.
Mas podem relembrar, se desejarem.
(Ou tomar conhecimento, se estiverem por aqui pela primeira vez).
Bom, agora voltando à questão do ódio. Realmente nada, até hoje,
conseguiu derrubar meu bom humor, de forma que foi fácil
esquecer (seja pela análise "trifásica", ou pela memória que
começa a falhar desde os 19 anos).
E vocês? Já sentiram ou sentem ódio por algo, ou alguém?
(...) - Essa decisão é definitiva?
- É sim. Não vou fingir que está tudo bem.
- Nós podíamos tentar...
- Eu disse isso ontem! Lembra-se? E lembra, também,
qual foi a sua resposta?
- Esqueça isso!
- Qual parte? A "conheci alguém" ou "você é desprezível"?
- Não faz assim...
- É o melhor a se fazer. E agradeça-me por ainda falar
com você nesse momento. Botei um ponto final em nossa
relação por causa das brigas freqüentes e por ver que
você não estava feliz comigo. Daí a você falar que tem
uma outra pessoa...
- Eu estava assustada... inventei isso... não quero que
vá embora... me escute agora... ontem estávamos no calor
de uma discussão...
- Eu gosto de você, mas não quero vê-la triste.
- Vou estar mais triste sem você. Vamos tentar de novo.
- Tem certeza?
- Nunca tive tanta certeza.
- Tudo bem. Podemos ter uma nova vida então. O que acha
de irmos nesse momento à ... - [TRIIIIIIIIMMMM] - só
um instante.
(...)
- Quer saber, Laura, eu vou embora. Não merecemos outra
chance.
- Não faça isso! Confie em mim! Por favor.
- Posso mesmo confiar em você?
- Claro que pode, amor.
- Pois bem. Vou dar-lhe um voto de confiança então.
- Oba...
- Aqui está.
- O que é isso?
- É um recado do "chuchuzinho". Ele o aguarda na Estação
Trevo às 15h. Acabou de telefonar. Gozado, pensou que eu
era o Trevor. Minha voz é meio infantil?
- O quê? Calma, eu posso explicar.
- Explicar o quê, Laura? Vá à estação. Seja feliz.
- Você não entende! Eu...
- Você é que não entende. Não faz mais parte da minha vida,
Laura. Vá ser feliz. Por favor, some daqui. Você disse
que posso confiar em você. Então aí está: conto com você
para que pare de estragar a minha vida.
- Eu... poderia, ao menos, tentar explicar?
- O quê? Tentar me fazer esquecer de seu caso de amor com
um legume verde? Rá! Vá embora, Laura. Faça-me esse favor.
- Ele não é nenhum legume verde, seu...
- Hum... ele, né? Ainda quer explicar alguma coisa?
- Er... eu vou indo. Cuide do Trevor, Steve.
- Cuidarei.
- Posso confiar?
- Rá, essa é boa! Hahaha. Some daqui, tá bom? hahaha.
Vá se divertir com o seu legume...
- Ele não é nenhum leg... - [BLAMMM!] - Steve? Steeeeeve...
(...)
Que saudade das coisas que não fiz em
Lagoa Santa...
Por que tudo que passa vira uma saudade, encontra aprovação,
e se estabelece como lembrança marcante?
Porque eu não sei...
Mas o cérebro sabe o que faz... =)
Chego a imaginar que a canção Segue o seco,
da Marisa Monte, fez efeito em Minas.
O pedido de chuva veio para o Sudeste, e não para a região seca.
Chove demais por aqui.
Segundo informações do Portal UAI,
a quantidade de chuva prevista para este final
de semana, 250 milímetros, se aproxima da média
histórica registrada durante todo o mês de
janeiro: 270 milímetros. Alerta máximo em diversas
cidades da região metropolitana e capital.
Costumo gostar de chuva, mas não é o momento de
discutir caprichos de quem tem onde morar, ambições,
gostos e padrões de vida diferentes. As pessoas
estão sofrendo com as chuvas, muitas perdem suas
casas e têm suas famílias correndo riscos devido
à quantidade de água que vem sendo despejada de lá
de cima.
Acho interessante que poucos vinculem essa revolta
"natural" dos céus ao aquecimento global, à falta
de cuidado do ser humano com o planeta e a contribuição
para que esse mundo fique cada vez pior.
E não é sermão quando reclamo de pessoas que jogam
lixo na rua, ou quando digo que a casa dessa mesma pessoa
será alagada se fizer isso. Não é praga. É fato.
Está acontecendo. Estamos colhendo o que a ganância e
a soberba plantaram sem sequer levantarmos um "A".
E há quem acha bonito pegar um papel e atirar na rua...
O que pensam? Que isso dá status? Que bela maneira
de lidar com o mundo, hein? =/
Façam alguma coisa. Seja o que for, por mínimo que seja,
por mais que seja voltado à sua própria preservação
(ao seu próprio umbigo, besta quadrada que quer que o resto
do mundo se dane).
O mundo, quando acaba, não mantém privilégios de classes,
de dinheiro, ou qualquer outro tipo de diferenciação.
Ele acaba para todos...
Os olhos...
Um brilho que reflete a intensa chama de uma vida...
Uma janela que se fixa entre o limite dos sonhos e
a realidade vista sob o prisma de uma tonalidade...
Simplesmente olhos... verdes, azuis, castanhos,
claros e escuros, cor de mel... são atalhos de um
caminho rumo a um infinito de abstrações...
Eis as janelas da alma...
Tão frágeis, tão completos, porém tão enigmáticos...
tanto sinceros, quanto obscuros...
Lembro-me dos olhos dela...
Fitei-a por segundos... nossas almas se encontraram...
uma pena presenciar tudo da janela que dava para
o horizonte dos sonhos...
As janelas se fecharam... os olhos calaram...
Lágrimas... embaçada é a imagem de uma janela sem brilho...
* Texto republicado. Primeira publicação em 19/05/2003
(...)
- E se eu nunca mais visse nada após fechar os olhos?
- Você quer dizer... dormir e...
- Isso! Como eu tenho tanta certeza de que vou acordar no dia
seguinte?
- Ora, você sabe...
- Não, não sei! E é essa hipocrisia, essa idéia de concreticidade
que torna a vida uma coisa qualquer...
- O que você sugere?
- Por que não viver cada dia como se fosse o último, e dormir como
quem aguarda uma resposta... continuidade ou não?
- Você não é o único... já disseram que é preciso viver como se não
houvesse amanhã... mesmo porque na verdade não há...
- Que se dane se já pensaram nisso... eu quero pensar também...
- O ser humano precisa de certezas...
- Tem certeza?
- N... S... Quem sabe!? Isso não tranqüiliza a gente?
- Você não sabe, ninguém sabe... não há ciência nem ninguém no mundo
que possa garantir que você estará viva amanhã... não depende de você...
Que tipo de tranqüilizante é esse que também angustia?
A razão é uma droga... Seu efeito é comum... paradoxal...
- Temos um tempo e...
- Que tempo? Não fomos nós que estabelecemos o tempo?
- Você me confunde...
- Eu estou confuso... a vida é confusa...
- O que quer fazer?
- Agora, nesse momento, só quero ficar ao seu lado...
- Você está com medo?
- Não com você... você está?
- Com você, não...
- Por que queremos certeza se afinal só precisamos mesmo um do outro?
- Para não fecharmos os olhos e acordarmos sozinhos?
- Estamos juntos agora...
- E se não estivermos amanhã?
- Encontrarei você de novo, se for preciso...
- Não quero fechar os olhos...
- Confie em mim...
- Sempre...
- Te encontro amanhã...
- Em meus braços?
- Ou a caminho deles...
(...)
* Post republicado. Data da primeira publicação: 25/06/2003
Ando sem inspiração suficiente para escrever...
Lembro de uma professora da faculdade que repetia,
seguidas vezes, cheia de orgulho:
" - O escritor não se inspira. Escrever é transpiração,
é dor, é sufoco, é árduo."
Essa foi uma das coisas mais imbecis que eu já escutei
em toda a minha vida. Também faz parte dessa lista
a frase dos comerciais de Danoninho líquido.
Pobres crianças... exploradas pela publicidade, tiveram que
dialogar da seguinte forma:
"- Eu bebo porque é líquido.
- Porque se fosse sólido, ele comia."
E risadas tumultuavam aquela imagem que fazia efervescer
todo o meu mau humor diante de propagandas irritantes.
A Telemig Celular, hoje, sem dúvida, é a que faz as
propagandas mais chatas. Essa última de natal, puts.
Aquela musiquinha de celular toda hora na TV.
Ninguém merece, poxa. Eu mesmo não agüento a música do
meu celular. Vou ficar ouvindo a todo momento na TV?
Se depender deles, vou. =P
Mas por que eu estou falando de comerciais mesmo?
Ah é! Foi para ilustrar algumas das coisas que me deixam
com raiva devido à essência de imbecilidade que as
envolve.
Escrever, professora, é, sim, um sufoco. Mas não sempre.
De vez em quando. E quanta bobagem dizer que o escritor
não se inspira. Claro que algo o motiva a despejar, sobre
uma humilde e inocente folha em branco, milhares de palavras,
frases, verbos, sujeitos, ação.
E realmente essa inspiração me falta nesse momento.
Justamente no momento em que mais preciso dela... =/
Motivo não me falta... será insegurança?
Não sei a razão... just no reason...
Ter uma vida comovente pode ser um bom plano,
mas jamais possível a partir de um planejamento.
O destino se encarrega de dar nós minuciosamente
encaixados para distribuir a angústia em pequenos
espaços díspares, homogeneizados em circunstâncias
de embate.
(...)
"If I just breath...", canta Michelle Branch.
Apenas respirar não nos livra do sufoco, mas alivia.
Uma vida de verdade não se conquista sem lágrimas.
Mas não se pode planejar uma vida comovente.
Ela vale a pena? Quais momentos formam a nossa
personalidade?
(...)
Ele vaga sozinho pela estrada. Entregue à sorte de
um amor perdido. Olha para trás e vê as oportunidades
perdidas. Pensa em tudo que dedicou aos sonhos e à
nostalgia de momentos que não se tornaram realidade.
Chora. Deixa a cidade e os amigos de uma vida inteira.
Acha que será feliz fugindo de si mesmo...
Primeiro projeto do ano...
E eu já estou aqui virando noite e catalogando
músicas... mas é por uma boa causa, não é mesmo?
Até agora achei um bocado...
Hum... 120 nomes... nossa...
É tão pouco ainda...
Bom...
Tudo a seu tempo...
Por agora vou deixar música de lado e manter silêncio...
Nada sairá antes da hora... hehe...
Vi o filme Simplesmente Amor - tema freqüente em muitos textos
disponíveis nos blogs listados aqui ao lado.
Críticas e depoimentos muito bons, coerentes, acima de tudo.
Fora do mundo virtual, porém, ouvi muitas críticas sobre a atuação
de Rodrigo Santoro, ou mesmo sobre a sua participação, ainda tímida,
no cenário internacional.
O pessoal gosta de falar mal de tudo, hein?
E, também, de menosprezar os talentos que temos aqui.
Sim, a participação é pequena, mas achei muito boa.
O filme é bom, o personagem interpretado pelo ator brasileiro
também é interessante - bem como o seu envolvimento com a personagem
de Laura Linney.
Talvez um dos contratempos amorosos mais válidos para as reflexões
dos espectadores, devo dizer, juntamente, claro, com a trama que envolve
os personagens de Emma Thompson e Alan Rickman, atores muito elogiados
pelos mesmos que detonaram, perto de mim, a atuação de Rodrigo Santoro.
Segundo eles, esse foi o segundo filme do "Chaplin brasileiro"...
Quanta bobagem... E até para sacanear o ator cometem erros, não é?
Afinal, Chaplin foi, é e sempre será uma grande referência do cinema...
Vejam bem: Abril Despedaçado e outros filmes nacionais já
comprovaram a competência do representante brasileiro!
Agora, cá entre nós, mudar um vício cultural é complicado.
Espero que as pessoas consigam ver a atuação de Rodrigo Santoro de
uma forma mais atenta, pois o moço foi muito bem na trama.
Digo, repito e posto de novo se precisar... =P
Sem querer abarrotar esse post com elogios desmedidos
antes da hora, mas, ao mesmo passo, sem intenção de
esconder o alívio por ver que 2003 realmente foi
dessa para os livros de história, cá estou,
de volta de Santa Bárbara, para enaltecer o ego
desse número-símbolo devidamente personificado aqui
nesse blog.
As expectativas são enormes, mas, para não ter desculpas,
estou depositando minhas energias e enumerando objetivos
que dependem exclusivamente de mim. Dois outros dependem
de esforços coletivos, parcerias, mas estou escalando,
como prioridade do ano, objetivos altamente individuais.
Conto com você, 2004.
Você será um ano diferente.
Nem que seja somente por ter 366 dias... rs...